Motorista é condenado a 22 anos por matar homem a tiros em Dom Cavati
13/04/2026
(Foto: Reprodução) Eduardo foi assassinado em 2018, em Dom Cavati
Reprodução/Arquivo Pessoal
O motorista João Bosco dos Santos foi condenado a 22 anos e 2 meses de prisão por matar Eduardo Gonçalves Campos, de 41 anos, a tiros, em Dom Cavati, no Leste de Minas. O julgamento foi realizado nesta segunda-feira (13), no Tribunal do Júri da Comarca de Inhapim.
Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), os jurados reconheceram que o crime foi cometido por motivo torpe. Após a leitura da sentença, o réu foi preso no plenário.
O caso teve início em 2018, quando o motorista passou a ser procurado suspeito do crime.
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O homicídio aconteceu na noite de 11 de maio de 2018, no Centro de Dom Cavati.
Segundo a Polícia Militar, Eduardo foi até a casa de João Bosco dos Santos para questioná-lo sobre uma suspeita de assédio contra sua esposa, que utilizava o transporte escolar conduzido por ele.
De acordo com as investigações, após a discussão, o homem sacou uma arma e efetuou disparos. A vítima foi atingida no pescoço e no tórax.
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Eduardo chegou a ser socorrido e levado para um hospital em Ipatinga, mas não resistiu aos ferimentos.
A denúncia do Ministério Público foi recebida pela Justiça em 2023 apontando que o crime foi motivado por questões pessoais envolvendo a companheira da vítima.
Segundo o MP, o homicídio foi cometido por motivo torpe, com uso de meio que gerou risco a outras pessoas e com recurso que dificultou a defesa da vítima.
Após os disparos, João Bosco dos Santos fugiu e não foi localizado pela polícia naquele momento.
Julgamento
O julgamento foi realizado no Fórum da Comarca de Inhapim, nesta segunda-feira (13).
Durante a sessão, os jurados acolheram a tese de que o crime teve motivação considerada injustificável, caracterizando o motivo torpe.
Com a condenação, João Bosco dos Santos recebeu pena de 22 anos e 2 meses de reclusão.
O que diz a defesa
A Inter TV dos Vales entrou em contato com a defesa de João Bosco dos Santos, que informou que vai tentar a anulação do julgamento. Segundo o advogado, as provas não indicariam elementos suficientes para a condenação.
A defesa também afirmou que pretende entrar com um habeas corpus para que ele aguarde o recurso em liberdade.
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