Longas subidas e paisagens maravilhosas: rota de ciclismo dá a volta em cratera vulcânica na Serra da Mantiqueira
15/01/2026
(Foto: Reprodução) Rota do Vulcão se Cicloturismo abrange 13 municípios dos estados de Minas Gerais e São Paulo
Divulgação
O Sul de Minas abriga o único roteiro de ciclismo do mundo ao redor de uma caldeira vulcânica. A Rota do Vulcão percorre 350 km de um trajeto desafiador, com paisagens e visuais deslumbrantes na Serra da Mantiqueira.
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📺 Durante quatro semanas, entre janeiro e fevereiro, a EPTV exibe o "EPTV nas Férias", uma série de reportagens especiais que percorre quatro rotas turísticas, destacando a rota do vulcão, no Sul de Minas; a rota das cachoeiras, em São Carlos; a rota do café, em Ribeirão Preto; e a rota do circuito das águas, em Campinas.
A rota é considerada exigente por causa das longas subidas e descidas muito técnicas. O acúmulo de altimetria é de mais de 9 mil metros e uma das subidas tem 13 quilômetros. A dificuldade é compensada por cachoeiras, mirantes, plantação de diversas culturas, dentre elas de cafés de alta qualidade, fazendas e igrejas que encantam os olhos.
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O trajeto é todo sinalizado e, em algumas partes, a Rota do Vulcão coincide com o Caminho da Fé, outra rota bastante conhecida pelos ciclistas.
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Ficha técnica da Rota do Vulcão 🚵♀️:
🗺️ Trajeto: o percurso passa pelos municípios de Poços de Caldas, Andradas, Ibitiúra de Minas, Santa Rita de Caldas, Caldas, Bandeira do Sul, Botelhos, em Minas Gerais, e Águas da Prata, Caconde, Divinolândia e São Sebastião da Grama, no estado de São Paulo.
🚩Ponto de Partida: a Rota do Vulcão é um cicloturismo circular. É possível sair de qualquer cidade do percurso.
🚲 Distância: 350 km no total (o trajeto pode ser dividido em rotas menores - veja abaixo).
⛰️ Atrações: Pedra do Elefante, Pico do Gavião, Pedra Branca, jequitibá gigante, Santuário de Santa Rita de Cássia, barragem e mirante de Caconde e o Cristo Redentor e rampa de vôo livre de Poços de Caldas, entre outros.
🗓️ Período: a melhor época para fazer o percurso é entre maio e agosto, quando as possibilidades de chuvas são menores.
🚴Nível técnico: não é recomendado para iniciantes.
Veja as atrações de cada parte do trajeto
A Rota do Vulcão pode ser feita de duas formas: a primeira é a cicloviagem, na qual o ciclista faz a rota toda dentro do trajeto estabelecido, o que leva de 4 a 5 dias para fechar o percurso.
A segunda forma é fazer mais lento ou por trechos no cicloturismo. Modalidade que o ciclista sai da rota para apreciar os atrativos que existem ao longo dela. Para isso, em alguns casos é preciso desviar alguns quilômentros do trecho principal.
Poços de Caldas - São Roque da Fartura (distrito de Águas da Prata)
🚴 29,71 km
Capela foi inaugurada em 2008
Eder Ribeiro/ EPTV
O trecho percorre a parte de cima da caldeira vulcânica. Durante o percurso é possível visitar uma fábrica de azeites, avistar a capela de Santa Clara, desenhada por Oscar Niemeyer, cruzar fazendas de café, de oliveiras e de abacate.
Na Fazenda Green Super Food, em São Sebastião da Grama (SP), está localizada uma das maiores fazendas de plantios de avocado do Brasil (veja vídeo abaixo).
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São Roque da Fartura - Águas da Prata
🚴 29,85 km
Neste trecho há uma subida técnica de single track, local por onde veículos não passam. O percurso passa pelo Marco Divisório ou Ponto da Cascata, belas fazendas e lagos.
A trilha segue paralela à linha do Trem, por uma estrada que levará até a Cascata, uma vila antiga onde possui uma antiga estação ferroviária datada de 1886, que foi palco de luta, onde foram registrados tiroteios entre Minas e São Paulo da guerra da Revolução de 1932.
Também é nesse trecho que se encontra a descida do Deus me Livre que, apesar de linda é íngreme e perigosa. Entre as paisagens do trecho estão a vista da Fonte Platina, bairro de Águas da Prata, onde é possível visitar a Fonte Platina e a Praça das Paineiras.
Águas da Prata - Andradas
🚴39 km
Pico do Gavião em Águas da Prata
Marlon Tavoni/ EPTV
Considerado um dos trechos mais bonitos da rota. Ele compartilha o Caminho da Fé por 11 quilômetros. Possui muitas subidas, visuais incríveis e descidas perigosas.
Durante o percurso é possível conhecer a Cachoeira Ponte de Pedra, pegar uma trilha para chegar até a Gruta do Índio (não recomendamos ir de bicicleta até lá), a Ponte de Pedra e Cachoeira do Índio. Todos esses locais são excelentes para se refrescar com uma água limpa e gelada.
No momento mais alto do percurso é possível visitar o Pico do Gavião, local onde há uma pista de voo livre. Para chegar até o Pico é necessário encarar uma subida íngreme. Ao final do trecho, após uma descida, o ciclista conseguirá visualizar a borda da caldeira vulcânica.
Andradas - Ibitiúra de Minas
🚴34,7 km
Pedra do Elefante, em Andradas
Fabiana Assis / g1
O trecho passa por bonitas paisagens. O trajeto passa ao lado da Casa do Benzedeiro, um local antigo, de tradição mineira, onde as crianças eram benzidas, por uma plantação de bananas e pela Pedra do Elefante, um dos cartões postais de Andradas.
Ibitiúra de Minas - Santa Rita de Caldas
🚴14,4 km
Pedra da Cruz, Andradas -MG
Reprodução / Prefeitura
Neste trecho começa trilha começa a pesar. Logo no começo a a subida forte da Serra de Sertãozinho, para voltar ao topo da Caldeira Vulcânica, onde é possível avistar a Pedra da Cruz, a Pedra do Elefante e a Pedra do Pântano.
Após a subida, o ciclista percorre por vários quilômetros na parte de cima da caldeira. No meio da Serra existe uma entrada para a Cachoeirinha, lugar bom para se refrescar. Ao final da subida há acesso para uma Capela.
Em Santa Rita é possível visitar o Santuário Arquidiocesano de Santa Rita de Caldas, que abriga uma réplica do corpo de Santa Rita de Cássia.
Santa Rita de Caldas - Caldas
🚴16,5 km
Região da Serra da Pedra Branca, em Caldas
Prefeitura de Caldas
Percurso com apenas uma pequena serra no começo. O ciclista conseguirá apreciar a borda da caldeira vulcânica, local onde encontra-se a Pedra Branca com seus 1803 metros de altitude.
Trecho extra - Caldas - Pocinhos do Rio Verde (distrito de Caldas)
🚴 18 km
Cachoeiras em Pocinhos do Rio Verde
Jéssica Balbino/ G1
Um trajeto incrível de bate e volta. Logo no começo, o ciclista volta ao topo da borda do vulcão e tem um belo visual com a Pedra Branca a frente. Também passa por diversos atrativos como a capela de Santa Bárbara, as cachoeira dos Duendes, Antônio Monteiro e Bacião e a capela Santa Terezinha, além do simpático distrito de Pocinhos do Rio Verde.
Caldas - Santana de Caldas (distrito de Caldas)
🚴16,5 km
Novamente pedalando pela borda do vulcão, neste trecho o ciclista pode apreciar muitas plantações de cafés e gado. Em momento, que o ciclista cruzará o asfalto para seguir a jornada.
Durante o percurso haverá subidas longas. Neste trecho será possível observar tanto a parte de baixo quanto a parte de cima da caldeira vulcânica.
Santana de Caldas - Bandeira do Sul
🚴28,9 km
Neste trecho, o ciclista começa a se afastar da caldeira vulcânica, que ainda pode ser vista de longe. É um dos trechos com visuais mais bonitos. O ciclista passa por cima da crista de montanhas, cruzando rios e podendo observar a união do Rio Verde com o Rio Pardo, onde sua nascente é na cidade de Ipuiúna. Também passa pela cachoeira do Peregrino.
Bandeira do Sul - Botelhos
🚴34,8 km
Jequitibá gigante fica em fazenda de café gourmet em Botelhos
Café Orfeu/Divulgação
O percurso é feito por fazendas e comunidades de agricultores familiares em uma das principais regiões produtoras de cafés especiais do Sul de Minas. Além disso, dá acesso ao distrito de São Gonçalo de Botelhos.
Durante o percurso, o ciclista passa por vendas antigas e por um jequitibá gigante, com mais de 26 metros de altura.
Botelhos - Palmeiral (distrito de Botelhos)
🚴27,1 km
Represa de Caconde
Reprodução/EPTV
Trecho plano. Neste trajeto o ciclista tem o primeiro contato com a represa da Graminha, que abastece a usina hidrelétrica de Caconde.
Palmeiral - Caconde
🚴25,8 km
Trecho de dificuldade moderada. Em alguns pontos é possível continuar a ver a represa.
Caconde - Ribeirão de Santo Antônio (distrito de Divinolândia)
🚴28,6 km
Mirante de Caconde
Reprodução Facebook
O percurso cruza a barragem da represa da Graminha. No caminho há ainda a cachoeira da Usina Velha.
Após alguns quilômetros de asfalto e uma subida forte, chega-se ao Mirante de Caconde. O trecho termina no distrito de Ribeirão de Santo Antônio, um pequeno vilarejo de 400 habitantes.
Ribeirão de Santo Antônio - Poços de Caldas
🚴24,2 km
Cristo, Poços de Caldas (MG)
Crédito: Marcos Corrêa
O trecho tem a subida do Barreiro, uma das montanhas mais desafiadoras para os ciclistas. São 8 km com quase 700m de acúmulo de altimetria. Mas antes de chegar até lá, é possível se refrescar na Cachoeira do Cachorrinho e curtir o belo visual da parte de trás do Cristo, na Serra de São Domingos. A chegada é aos pés do Cristo Redentor de Poços de Caldas.
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