Ex-secretário, empresários e servidor são denunciados por corrupção e fraude em licitações na Prefeitura de Divinópolis

  • 30/04/2026
(Foto: Reprodução)
MP denuncia sete pessoas por suspeita de corrupção em contratos públicos em Divinópolis Sete pessoas, entre ex-secretário, empresários e ex-servidor, foram denunciadas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), na quarta-feira (29), por envolvimento em um esquema de corrupção, fraudes em contratos e lavagem de dinheiro na Secretaria Municipal de Operações e Serviços Urbanos (Semsur), em Divinópolis. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados porque o caso está em segredo de Justiça. Agora, o juiz designado vai decidir se aceita ou não a denúncia para o processo seguir adiante. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp O MP também pediu o pagamento de R$ 4.101.748,80 como valor mínimo para reparação dos danos aos cofres públicos, com base nos prejuízos causados por medições fraudulentas. O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Divinópolis para saber se gostaria de se manifestar sobre as atualizações e aguarda retorno. Na época, o Executivo disse que contribuía com as investigações. Veja a nota completa mais abaixo. LEIA TAMBÉM: Fraude em licitações e propina de até R$ 2 milhões são investigadas na Prefeitura de Divinópolis A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) da Regional de Divinópolis, em conjunto com a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, à 1ª Vara Criminal da comarca. Quem formava o esquema? Segundo o MPMG, o grupo seria formado por: um ex-secretário municipal e um servidor público efetivo, apontados como responsáveis por articular o esquema e receber vantagens indevidas; também foram denunciados dois empresários, sócios de empresas contratadas pelo município, que teriam feito pagamentos ilícitos em troca de benefícios nos contratos. outros três denunciados, familiares de um dos agentes públicos, são apontados como responsáveis por atuar na ocultação e movimentação dos valores obtidos de forma irregular. Prefeitura de Divinópolis, foto de arquivo Anna Lúcia Silva/g1 Como funcionava? As investigações apontam que, entre 2022 e 2025, agentes públicos solicitavam e recebiam propina para garantir a continuidade dos contratos e agilizar pagamentos. Para compensar os valores pagos ilegalmente, o grupo adulterava medições de serviços de locação de máquinas e incluía informações falsas em boletins diários, com registro de horas de trabalho que não foram realizadas. Esses documentos eram validados por agentes públicos, o que resultava em pagamentos indevidos por serviços não prestados. A denúncia também descreve a prática de lavagem de dinheiro pelo grupo, com a movimentação de cerca de R$ 2,5 milhões por meio de contas bancárias de terceiros, incluindo familiares e uma empresa, com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos valores. Denunciado por mais de 200 atos de corrupção Conforme o MPMG, o ex-secretário municipal foi denunciado por cerca de 200 atos de corrupção passiva, com negociação de aproximadamente R$ 3,45 milhões em vantagens indevidas. O servidor público apontado como auxiliar direto responderá por cerca de 30 atos semelhantes. Além disso, o ex-secretário foi denunciado por coação no curso do processo, por ameaçar de morte uma testemunha após a decretação da própria prisão, com o objetivo de interferir nas investigações. Quatro dos denunciados permanecem presos. Nota da Prefeitura divulgada na época da operação "A Prefeitura de Divinópolis acompanha com atenção os desdobramentos da Operação Ghost Machine, deflagrada na manhã desta quinta-feira (12/3), resultado de investigações conduzidas pelo Ministério Público de Minas Gerais em conjunto com forças de segurança, após denúncia apresentada pelo prefeito Gleidson Azevedo. A ação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) Regional de Divinópolis e pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, contando também com a participação da Polícia Militar de Minas Gerais e apoio das Polícias Civil e Penal. O objetivo da operação é desarticular uma associação criminosa suspeita de atuar em esquemas de corrupção, fraude em licitações e contratos públicos, além de práticas relacionadas à lavagem de dinheiro. As investigações apontam que o grupo teria utilizado a estrutura administrativa para fins particulares, especialmente por meio de medições fictícias relacionadas à locação de máquinas, mecanismo que teria servido de base para o desvio de recursos públicos. Os contratos sob investigação ultrapassam o valor de R$ 37 milhões, sendo que a propina supostamente paga pode superar R$ 2 milhões. De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades responsáveis pela investigação, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão na cidade de Divinópolis, com o objetivo de recolher documentos, dispositivos eletrônicos e outros elementos que possam contribuir para o avanço das apurações. A decisão judicial também determinou a indisponibilidade de bens e ativos financeiros dos investigados, incluindo contas bancárias, veículos, imóveis e outros patrimônios que possam ter relação com os crimes investigados. A apuração do caso teve início em março de 2025, após denúncia formalizada pelo Gabinete do Prefeito, e contou com a colaboração das instituições responsáveis pela defesa do patrimônio público e pelo combate ao crime organizado. Ao longo das investigações, foram reunidos elementos que indicam a existência de práticas irregulares envolvendo contratos públicos, circunstância que motivou a realização da operação policial nesta quinta-feira. Gleidson Azevedo explica que a apuração teve início após suspeitas identificadas pela própria administração municipal. Diante de indícios de irregularidades, a equipe realizou um levantamento de informações e reuniu documentos que foram encaminhados ao Ministério Público. Ao tomar conhecimento dos fatos, o prefeito determinou a exoneração imediata de um secretário municipal suspeito de envolvimento e procurou o Ministério Público para solicitar a investigação do caso, colocando à disposição todos os documentos necessários para assegurar transparência e colaborar com o esclarecimento completo da situação. Reforçando o compromisso com a transparência e a responsabilidade na gestão pública, a vice-prefeita Janete Aparecida também protocolizou documentos junto ao Ministério Público solicitando investigação rigorosa sobre as denúncias apresentadas. A iniciativa demonstra a postura da atual administração em não tolerar qualquer prática que comprometa a integridade da gestão pública e a correta aplicação dos recursos da população. A Prefeitura de Divinópolis reafirma que a atual gestão conduz suas ações com base na transparência, na responsabilidade e na idoneidade, princípios que orientam todas as decisões administrativas e políticas do governo municipal. Qualquer indício ou suspeita de irregularidade será sempre tratado com seriedade, com apuração criteriosa e comunicação imediata aos órgãos de controle e fiscalização, para que as medidas legais cabíveis sejam adotadas e eventuais crimes sejam devidamente investigados e combatidos. A administração municipal destaca ainda que continuará colaborando integralmente com as autoridades responsáveis pelas investigações, colocando à disposição todas as informações necessárias para o esclarecimento completo dos fatos e para o fortalecimento das instituições que atuam na defesa do interesse público". VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas

FONTE: https://g1.globo.com/mg/centro-oeste/noticia/2026/04/30/ex-secretario-empresarios-e-servidor-sao-denunciados-por-corrupcao-e-fraude-em-licitacoes-na-prefeitura-de-divinopolis.ghtml


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