Chuva deixa 14 mortos, 440 desabrigados e prefeitura decreta calamidade em Juiz de Fora
24/02/2026
(Foto: Reprodução) Destruição no Parque Burnier, onde várias casas desabaram em Juiz de Fora
Gabriel Landim/TV Integracão
As chuvas que atingem Juiz de Fora, na Zona da Mata em Minas Gerais, deixaram 14 mortos e 440 pessoas desabrigadas. Na madrugada desta terça-feira (24), foi decretado estado de calamidade pública no município. As aulas foram suspensas em todas as escolas municipais.
Veja onde foram registradas as mortes:
4 óbitos na Rua Natalino José de Paula, bairro JK;
4 óbitos na Rua Orville Derby Dutra, bairro Santa Rita;
2 óbitos na Rua João Luís Alves, Vila Ideal;
1 óbito na Rua José Francisco Garcia, bairro Lourdes;
1 óbito na Rua Eurico Viana, Vila Alpina;
1 óbito na Estrada Athos Branco da Rosa, bairro São Benedito;
1 óbito na Rua Jacinto Marcelino, Vila Olavo Costa.
Ainda segundo a prefeitura, este é o fevereiro mais chuvoso da história na cidade, com 584 milímetros acumulados - o dobro do esperado para o mês. O temporal começou no fim da tarde de segunda e há previsão de mais chuva.
Em vídeo publicado nesta madrugada em uma rede social, a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), informou que são ao menos 20 ocorrências de soterramento. Os sobreviventes resgatados das ocorrências são levados para o HPS, que é referência na cidade.
O Rio Paraibuna e os Córregos transbordaram. Houve desabamento de imóveis e deslizamentos de terra. Pontes e Mergulhão, que ligam bairros ao Centro estão fechados, há também árvores caídas.
Mapa dos locais com atendimento às ocorrências em Juiz de Fora
Reprodução
De acordo com o Tenente Henrique Barcellos, dos bombeiros em Juiz de Fora, foram mais de 40 chamadas emergenciais na madrugada por vias bloqueadas moradores ilhados e casas atingidas.
"Deslocamos no início da madrugada equipes da equipe do Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta à desastres ambientais, mais de 20 militares e cães de busca para reforçar a operação", disse.
Queda de um barranco atinge prédio e casas em Juiz de Fora
Luiza Sudré/g1